sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Léguas de Campo

Abramo Machado e Felipe Araujo




Se vão os anos e planos, de peão gaúcho e tropeiro
E o gado segue atendendo meu grito de homem campeiro

É linda a vida que levo, gastando léguas de campo
par de cachoro e cavalo, relumes de pirilampo

Quem tem o campo no sangue, entende o que falo e sinto
trago a rudeza nos braços, da lida sei e não minto ( Fala )

De à cavalo me garanto e quando o laço se vai
deito o corpo no gateado e a res num 'upa' já cai

Se às vezes tenho saudade, é porque nasci assim
sou do campo uma verdade e o campo parte de mim

De à cavalo me garanto e quando o laço se vai
deito o corpo no gateado e a res num 'upa' já cai




 
Milongão da Gineteada/ Joca Martins & Bachieri


césarcattani@uol.com.br




 
ALFREDO ZITARROSA
 
 
 



segunda-feira, 19 de março de 2012





COISAS DO MEU RIO GRANDE
 



Ele tem o cheiro da terra molhada,
e nos olhos a calmaria da invernada;
noite que despenca em sonho,
manhã que se cumpre em promessas,
a esperança viva,
na dança e na alegria.


No seu dorso a lua faz seu achego,
no jeito campeiro o sol se faz morada
no flete que dispara em seus campos
as estrelas descançam tranquilas,
clareando a sua estrada.


Faz de mim a tua voz e o teu grito,o pranto e o sorriso de quem nunca se entregou;
ele é minha terra, meu destino e meu abrigo;
ele é meu caminho, ele é o que sou.


Não te enganes, não...
se tu não sabes de quem falo nesta canção,
estes versos, simples versos, são pra dizer...meu Rio Grande sou tão teu, que meu eu és tu.


Não te enganes, não...tu não sabes do que essa gente é capaz,
nos teus campos toda a dor se refaz;
em teu berço, a tua História não dorme jamais.
Faz de mim tua bandeira, que voa livre ao vento; nestas fronteiras, em meu cavalo, galopa a tua virtude, presa no arreio;


Sou o teu povo, aguerrido, sou, do teu ventre, o teu filho.
Não te enganes, não...
tu não entendes o que sinto em meu peito;
o teu dele carrego junto, em meu lenço;
nasci de suas entranhas, e não conheço a derrota:tenho orgulho de ser o que sou:sou gaúcho, de laço e de espora.


E se tu queres saber destas coisas,que te canto agora,me dá a mão, vem pra cá, não demora;no meu Rio Grande, o amor é a nossa História!


Texto: Andrea Rodrigues e Jorge Webber ( El chango Duarte)
Foto: Eduardo Rocha

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

I CONCURSO DE POESIA GAUCHESCA “JAYME CAETANO BRAUN”

 
I CONCURSO DE POESIA GAUCHESCA “JAYME CAETANO BRAUN”
 
 
A Estância da Poesia Crioula torna público que estão abertas as inscrições para o 1º Concurso de Poesia Gauchesca JAYME CAETANO BRAUN, em homenagem ao grande poeta, trovador e inigualável pajador JAYME CAETANO BRAUN, Sócio-Fundador desta entidade.

O seguinte regulamento normatiza o Concurso:

1) A partir desta data, até 15 de fevereiro de 2012 estão abertas as inscrições para o 1º Concurso de Poesia Gauchesca “Jayme Caetano Braun”.

2) O tema do Concurso é livre, porém, deverá abordar a história, lendas, tradições, usos ou costumes do Rio Grande do Sul.

3) Os trabalhos apresentados deverão ser inéditos, na forma de “décimas espinélas”, “oitavas” ou “sextilhas”, obedecendo métrica e rima, no estilo consagrado pelo grande poeta gaúcho.

4) O trabalho apresentado deverá conter o título e pseudônimo do autor. Em separado deve ser enviado os dados pessoais, com endereço, telefone e e-mail para contato.

5) Cada autor poderá concorrer com um trabalho em cada modalidade: “décima espinéla”, “oitava” ou “sextilha”

6) Os trabalhos deverão ser encaminhados, em três cópias, até o dia 15 de fevereiro de 2012 para o seguinte e-mail: acandido@ghc.com.br ou endereço:

ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA – EPC Rua Duque de Caxias, 1525, Conj. 49/D CEP: 90.010-283 - Porto Alegre - RS – BRASIL

7) Não será cobrado taxa de inscrição.

8) Os trabalhos serão julgados por comissão especializada, indicada pela instituição promotora do concurso.

9) PREMIAÇÃO: Os trabalhos selecionados do 1º ao 5º lugar receberão diploma.

Os trabalhos classificados em 1º, 2º e 3º lugares receberão Diploma e Troféu.

10) Os resultados serão proclamados e os prêmios conferidos em solenidade especial, em Porto Alegre, durante o mês de março de 2012, em local a ser definido.

Porto Alegre, 26 de novembro de 2011.



 Cândido Brasil Presidente E.P.C.


Jaime Caetano Braun




(Timbaúva, 30 de janeiro de 1924 — Porto Alegre, 8 de julho de 1999) foi um renomado payador e poeta do Rio Grande do Sul, prestigiado também na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Era conhecido como El Payador e por vezes utilizou os pseudônimos de Piraju, Martín Fierro, Chimango e Andarengo.
Jayme formou-se em jornalismo em 1954 e, na década de 70, trabalhou como radialista na Rádio Guaíba, onde apresentava "Brasil Grande do Sul", programa especial que ia ao ar aos sábados pela manhã. Ele também foi funcionário público estadual. Trabalhou no Instituto de Pensões e Aposentadorias dos Servidores do Estado (Ipase) e dirigiu a Biblioteca Pública de 1959 a 1963. Aposentou-se em 1969.
Dotado de um talento extraordinário, escreveu livros como "Galpão de Estância" (1954), "De fogão em fogão" (1958), "Potreiro de Guaxos" (1965) e "Pendão Farrapo" (1978), alusivo à Revolução Farroupilha, além de outros e também gravou LP’S e CD’S. Foi parceiro de vários músicos regionalistas e padrinho de outros tantos que lançou na carreira artística.
Ele foi alambrador, tropeiro e curandeiro. Um artista missioneiro que fez da sua região o seu mundo e da sua aldeia uma Pátria.


"Agradecimentos há Estância da Poesia Gaúcha pelo apoio aos nossos poetas do campo.."

terça-feira, 8 de novembro de 2011

AUSÊNCIA


AUSÊNCIA

 
“No floreio da tua ausência as folhas se juntam no encosto da varanda.
Não sabes destas tardes de desesperança e recuerdos que ferem tua lembrança em mim.
Querer e quererte não é mais uma escolha,
Se fez cruel ferida, querer te esqueçer e não encontrar a saída, pra fugir
das manhãs em que fiz minha vida em tí.
De que sabes tù, se há muito não tratastes de buscarme em teus dias?
Bem sei da desventura de viver e morrer todos os dias
Sem os teus olhos de céu, pra curarme das penas da lida.
Bem sei que sou louco em devaneio, com a mirada fincada na estrada,
Na esperança eterna de verte chegando no galope numa tarde , destas tardes esquecidas...”

Andrea Rodrigues
foto: EDUARDO ROCHA
EDU ROCHA


A influência do design e a proximidade com o marketing rural são presenças marcantes em seu trabalho fotográfico. 

Pessoas comuns em seu ambiente natural, paisagens e imagens do cotidiano captadas sob ângulos diferenciados registram o olhar deste fotógrafo.


http://br.olhares.com/EduRocha

ARGENTINA

HERMANOS MUJICA



 
"Fiesta Nacional de las colectividades"
Rosario - Santa Fe - 
 sábado 12/11/11

Hola Amigas/os...!!!
Nueva invitación...
El Sábado 12/11
vamos a poder encontrarnos en el
"Encuentro y Fiesta Nacional de las Colectividades"en su edición 2011, con cita en el Parque Nacional a la Bandera.

Hermanos Mujica
(Ariel y Pablo)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

NOEL GUARANY


   NOEL GUARANY

Noel Guarany era descendente de italianos e índios guaranis, e nasceu em 26 de dezembro de 1941, na Bossoroca, então um distrito de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul.
Na adolescência, aprendeu, de maneira autodidata, o idioma guarani, bem como a compor, tocar e cantar.
Na década de 1960 percorreu diversos países latino-americanos, onde colheu diversos ensinamentos que utilizou como subsídio para criação de suas músicas durante toda a sua futura carreira.
No final da década, apresentou alguns programas radiofônicos nas rádios de Cerro Largo e São Luiz Gonzaga, bem como nas rádios Gaúcha e Guaíba de Porto Alegre, RS.
Em 1970, lançou, em conjunto com Cenair Maicá, com o qual vinha se apresentando pelo Rio Grande do Sul e em festivais na Argentina, um compacto simples, com as músicas Filosofia de Gaudério e Romance do Pala Velho.
No ano seguinte, grava o seu primeiro LP, Legendas Missioneiras, pela gravadora RGE, que traz, entre outras, parcerias com Jayme Caetano Braun, Glênio Fagundes e Aureliano de Figueiredo Pinto. Neste disco, além das músicas constantes do compacto anterior, estão presentes outras pérolas de seu repertório, como Fandango na FronteiraGaudério e Eu e o Rio.
Em 1973 sai Destino Missioneiro, pela gravadora Phonogram/Sinter, no qual repete algumas das parcerias do disco anterior, bem como traz composições próprias e de Barbosa Lessa e uma parceria com Aparício Silva Rillo. Neste disco, estão presentes grandes músicas como Destino Missioneiro e Destino de Peão. Nesta época, ainda em tempos da ditadura militar, passa a ser perseguido em alguns shows devido a suas convicções democráticas e libertárias, conforme registra ao vivo nesse álbum.

Seu terceiro LP é Sem Fronteiras, lançado em 1975 pela EMI/Odeon, que está repleto de músicas que acabaram se tornando clássicos do cancioneiro gaúcho, como Romance do Pala VelhoPotro Sem Dono (de Paulo Portela Fagundes), Filosofia de Gaudério,Balseiros do Rio Uruguai (de Barbosa Lessa), Décima do Potro Baio e Chamarrita sem Fronteira (as duas últimas, temas missioneiros recolhidos e adaptados por Noel Guarany), entre outras.
No ano de 1976, Noel Guarany grava em parceria com Jayme Caetano Braun, de maneira independente, o LP Payador, Pampa, Guitarra. Gravado parte na Argentina e parte em São Paulo, o disco conta com a participação de grandes músicos argentinos.
Em 1977 a RGE relança o disco Legendas Missioneiras, de 1971, com o título de Canto da Fronteira.
Em 1978 sai o LP Noel Guarany Canta Aureliano de Figueiredo Pinto, pela RGE, que resgata a obra e a memória de um dos grandes poetas do regionalismo gaúcho.
No ano seguinte, sai o disco De Pulperias, ainda pela gravadora RGE. Constam deste disco as músicas En el rancho y la cambicha,Rio de Los Pajaros e Milonga del peón de campo, de Mario Millan Medina, Anibal Sampayo e Atahualpa Yupanqui, respectivamente.
Em 1980 sai Alma, Garra e Melodia, em que se destacam as músicas Maneco Queixo de Ferro e Índia cruda. Neste mesmo ano ocorre o show no Cinema Glória, na cidade de Santa Maria, que mais tarde, em 2003, viria a se tornar o disco Destino Missioneiro - Show Inédito.
No ano de 1982, é lançado o LP Para o Que Olha Sem Ver, pela RGE, título que remete à música Para el que mira sin ver de autoria do cantor e poeta argentino Atahualpa Yupanqui (presente também na composição Los ejes de mi carreta). Além das citadas, estão presentes as músicas Boi PretoNa Baixada do Manduca e Adeus Morena, músicas de inspiração folclórica. De se destacar, também, quatro composições de João Sampaio.
Neste ponto, Noel Guarany, já com os primeiros sintomas da doença, começou a afastar-se dos palcos, e acabou redigindo uma carta aberta à imprensa, na qual reclama do tratamento recebido pela gravadora.
Em 1985 retira-se definitivamente dos palcos, em cumprimento ao prometido na carta de 1983.
No ano de 1988, em conjunto com Jorge Guedes e João Máximo, lança o disco A Volta do Missioneiro.
Nos próximos 10 anos, o grande gaúcho, cada vez mais debilitado por uma doença degenerativa no cérebro, permaneceu recolhido em seu sítio na localidade de Vila Santos, no município de Santa Maria.
Morreu no dia 6 de outubro de 1998, na Casa de Saúde de Santa Maria, tendo sido enterrado em Bossoroca, sua terra natal.



CÉSAR OLIVEIRA E ROGÉRIO MELO

CÉSAR OLIVEIRA E ROGÉRIO MELO




Novembro
04 - Show - Horário: 23h - Local: CTG Prenda Minha - Bagé/RS
05 - Show - Horário: 23h - Local: Clube Verde - Ponta Grossa/PR
06 - Show - Horário: 17h - Local: Parque de Rodeios - Arroio do Meio/RS
06 - Show - Horário: 21h30 - Local: Festival Nossa Música - Novo Hamburgo/RS
07 - Participação no evento beneficente "Seja especial, viva o Cerepal" - Horário: 20h - Local: Teatro do SESI -  Porto Alegre/RS
11 - Show - Horário: 22h - Local: 5º Relincho da Canção Nativa - Pantano Grande/RS
12 - Show - Horário: 23h - Local: 7ª Festa do Chimarrão - Catanduvas/SC
14 - Show - Horário: 22h - Local: EFACIP - Pinhalzinho/SC
18 - Show - Horário: 21h - Local: Festival Rio Grande Canta o Cooperativismo - São José do Ouro/RS
19 - Show - Horário: 23h - Local: Bailanta Gaúcho e Prenda (Clube Diamantinos) - Pelotas/RS
22 - Participação no Show do Sul/Programa Querência - Horário: 20h40 - Local: Clube Pinheiros - Pato Branco/PR
25 - Show - Horário: 23h - Local:  CTG Alfredo D'Amore - Carazinho/RS
Contatos:
Mariana Pires
051 9822.9151 - comercial@cesarerogerio.com.br 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

EDUARDO ROCHA

Exposição Cena de Campo é instalada no Itajaí Shopping

Mostra chama a atenção dos visitantes pelas fotos singulares e encantadoras




Um verdadeiro presente para os olhos: imagine uma exposição fotográfica em que você se sente transportado para um cenário todo especial, onde há espaço para cavalos, pássaros, pastos, casebres e suas chaminés… A natureza e o homem em meio à beleza rural. Algo muito singelo, como um sentimento de bem querer. É desta maneira encantadora que o fotógrafo Eduardo Rocha apresenta sua arte no Itajaí Shopping, em uma mostra que vai até o dia 30 de setembro.

O trabalho é referência no Sul do Brasil. Os cliques trazem pessoas comuns em seu ambiente natural, paisagens e belas imagens, captadas sob ângulos diferentes. É como se deixar conduzir por uma estrada de terra, que leva a caminhos antes não explorados por quem vive no núcleo urbano ou, para aqueles que conhecem bem o cotidiano no campo, a ideia é de retornar a um tempo bom, mais próximo da vida rural.

Além disso, poemas de Jairo Lambari Fernandes são expostos em painéis próximos às fotos. Imperdível para os amantes da fotografia e da arte.


“Quem sabe os meus olhos querem mais
Do que minh’alma pode conceber
Me basta um rancho beirando o rio
E o amor de um bem querer…”


(Jairo Lambari Fernandes)


O Quê: Exposição Cena de Campo


Quando: 13 a 30 de setembro
Onde: Itajaí Shopping
http://www.itajaishopping.com.br/